terça-feira, fevereiro 20, 2018

ATTRACTHA: prog-metal para os fãs de Heavy, Hard e Thrash.


Resenha: "No Fear to face what's buried inside of you" - ATTRACHTA
Nota: 8,0

Um trabalho que chama atenção pela grandiosidade é como podemos definir o primeiro disco completo do ATTRACTHA. Seja por possuir a embalagem mais bonita já apresentada no Metal Nacional, pela produção impecável de Edu Falaschi (SYMBOLS, ANGRA, ALMAH etc) ou a técnica invejável dos músicos do quarteto. O disco "No fear to face what's buried inside of you" tem um nome enorme (não tema encarar o que está enterrado dentro de você) e bem poderia se chamar "nosso álbum não teme comparação com qualquer outra banda". Acompanhe agora essa viagem pesada do Prog-Metal por paisagens sombrias da psique humana.




Formada em 2007 foi só seis anos depois que o ATTRACTHA, originalmente com o baterista Humberto Zambrin (que também assina as letras e a parte gráfica) e o guitarrista Ricardo Oliveira como membros originais, estabilizou a formação e a proposta do grupo culminando no lançamento do EP "Engraved"; seu primeiro registro fonográfico. Após o EP, passam integrar o ATTRACTHA o vocalista Cleber Krichinak, do KINGS OF STEEL (que além do tributo ao MANOWAR também tem sons próprios),  e o baixista Guilherme Momesso. Porém, antes mesmo de se começar a ouvir ao disco "No Fear..." o que chama atenção é o trabalho gráfico do presente lançamento. Reiteramos que essa redação desconhece um disco de Metal no Brasil que tenha tido tamanho zelo em apresentar sua obra.



Logo ao se deslacrar o CD, a embalagem abre em quatro partes com os pedaços do nome do disco na ordem correta e da roda do zodíaco na frente com o nome e foto de um integrante na traseira. Só isso por si só já seria inovador, mas atrás do baterista está um encarte de doze páginas no formato poster! É exagerado de tão grande. De um lado estão todos os dados da produção, letras, agradecimentos e congeneres e, do outro, um poster enorme com o nome completo do disco. Imagem essa que alguns blogs e zines estão, incorretamente, apontando como capa do disco. Em uma época de música descartável que artistas do momento lançam singles e somem da noite pro dia, que a maioria da população preferindo ouvir música em aplicativos de celular e as gravadoras lançando cd's com encartes de duas páginas é preciso muito ousadia para investir na maré contrária. Só por esse fato "No Fear..." já merece ser comprado pelos fãs de Prog-Metal e, ao menos, ser conferido pelos fãs dos diversos estilos do Metal.



O som do ATTRACTHA é um Prog-Metal que enérgico e virtuoso; mas que foge dos padrões DREAM THEATER ou PORCUPINE TREE. As músicas são viscerais e apresentam muita coisa de Metal Tradicional e Hard Rock setentista aqui e acolá. Os timbres de baixo e guitarra são modernos e o técnico Ricardo de Oliveira abusa de arpejos (aquela técnica que parece fazer a guitarra gritar no final dos riffs). A batera usa muitos bumbos duplos e conduções incomuns nos pratos. A prova disso é "Bleding in Silence", que abre o disco. Nessa, a linha de vocal na ponte é mais bonita que no refrão propriamente dito. A porradaria continua com "Unmasked Files", que tem o riff mais legal de guitarra no disco, o que não impede enfase no baixo antes e durante o genial solo. "Two Three One" é aquele som de andamento mais moderno do disco, porém que tem o refrão mais pegajoso.


"Move On" é aquele som que poderia abrir o disco, ou ser um cartão de visita do conjunto. Tem andamento mais cadenciado em relação as anteriores (e mais rápido se pesarmos as seguintes), porém após o solo a bateria parece uma metralhadora no estilo do HOLOCAUSTO! "Mistakes and Scars" é um Prog-Metal mais parado (exceto no solo) que abre espaço para a balada "No More Lies"; belíssima. Com participação de Maite Gondin esse épico de seis minutos só fica "pesado" após o refrão no meio da canção. Em seguida recebemos outro número lento "Holy Journey" que tem narrações retiradas do filme "O Livro de Eli" mostrando a religião como boa ou ruim; redentora ou podendo te afundar mais. Talvez o ATTRACTHA  devesse ter alterado essa opção de colocar "três baladas", ou músicas com levada mais lenta predominante na sequência, para dar mais dinâmica ao cd.


E se você estava sentindo falta de peso, vem ai "Victorious" abrindo a dupla de destaques do disco com excelente refrão e linha de baixo mais cativante do trampo. Essa ainda é cadênciada, pois vêm ai "Payback Time", a melhor do disco e que poderia ser uma ótima pedida como faixa de abertura dos shows, pois poderia estar em qualquer disco de Thrash Metal; servindo até para abrir rodas e stage divings. Porém, o grupo não abandona Progressivo que lhe é característico, pois após o refrão ela fica mais lenta.



Encerrando, não podemos deixar de notar o excelente trabalho de lírico de "No Fear". Praticamente um Heavy Metal progressivo da auto-ajuda, as letras falam de se sentir perdido, obsoleto, ter errado muito na vida, viver por períodos obscuros e deprimentes por suas próprias condutas, mas encontrar em si mesmo a força para overcoming, superar esses contra-tempos e saber que após ser vitorioso vem a redenção. Obviamente, letras tão pesadas precisam de interpretação à altura e o vocalista Krichinak fez um invejável trabalho. Ainda que ele seja conhecido por ser cover de MANOWAR, suas linhas vocais soam originais e não como se fosse o Eric Adams cantando em outra banda.

Em suma, Prog-Metal que pode vir a agradar os fãs de cearas mais xiitas da música pesada como o Heavy, o Hard e até o Thrash; basta o ouvinte não temer a música enterrada no debut do ATTRACTHA!


ATTRACTHA:

Cleber Krichinak -  Vocals
Ricardo Oliveira - Guitars
Guilherme Momesso - Bass
Humberto Zambrin - Drums



Discografia:
Engraved (EP, CD, 2013).
No Fear to face what's buried inside of you (Full-lenght, CD, 2016).

"No Fear to face what's buried inside of you" - CD- Dunna Records - Nacional - 45"13'.


01. Bleeding in Silence  (04:33)
02. Unmasked Files (Revisited) (04:17)
03. 231 (04:24)
04. Move On (05:05)
05. Mistakes and Scars (04:52)
06. No More Lies (06:15)
07. Holy Journey (05:21)
08. Victorious (05:38)
09. Payback Time (04:48)

Sites relacionados:
http://www.attractha.com/
https://www.facebook.com/AttracthA/
https://soundcloud.com/attractha/
https://twitter.com/attractha/
http://www.youtube.com/user/AttracthA/

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Cozy Powell: as duas décadas sem o maior baterista do Hard Rock.

ROCK DISSIDENTE apresenta sua nova grande saga OS MUSICISTAS DAS MIL BANDAS estreando o baterista COZY POWELL que tem no seu currículo RAINBOW, BLACK SABBATH, WHITESNAKE, JEFF BECK, MALMSTEEN, WARLOCK e outras bandas mais! A nova jornada do periódico dentro do Programa Combate celebrou a obra desse grande baterista, tratando de sua vida, curiosidades sobre o artista e destacou discos e shows emblemáticos que ele participou até seu trágico falecimento em abril de 1998.

Confira a 35º edição do Rock Dissidente, gravada, exibida e disponibilizada em 18/02/2018.



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. Toda segunda-feira um episódio novo do ROCK DISSIDENTE é disponibilizado no youtube.


Durante a exibição desse episódio tocamos músicas de RAINBOW, MICHAEL SCHENKER GROUP, BLACK SABBATH e BRIAN MAY todos trabalhos impares de Cozy Powell no comando das baquetas!




"Eu toco bateria igual eu dirijo... loucamente". Cozy Powell.


Rock Dissidente no Programa Combate:

Apresentação e edição de vídeo: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Adilson Mesquita.
Produção técnica: Ivanei Salgado
Produção executiva e gravação: André "Detonator" Biscaro. 


Sites relacionados:

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quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Corrigindo deslizes: uma edição metalinguística do Rock Dissidente.

A importância do LGBT para o Metal Rock, músicos que faleceram em 2017, as heroicas coletâneas do Metal nacional e a ditadura militar censurando a música pesada brasileira na década de 1980.
Esses foram temas reacordados pelo canal ROCK DISSIDENTE em sua trigésima primeira edição. Além de corrigir, passar a régua, em especiais exibidos em 2017, Willba adiantou o que vêm nas edições já programadas para o Rock Dissidente dentro do Programa Combate em 2018.

Confira a edição 31º do Rock Dissidente, gravada em 07/01/2018, exibida originalmente em 11/02/2018 e disponibilizada em 16/02/2018 no youtube:



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. Toda segunda-feira um episódio novo é disponibilizado no youtube.


Durante a exibição desse episódio tocamos músicas de DESMOND CHILD AND ROUGE, PITBULLS ON THE CRACK, GAROTOS DA RUA, AXXIS e BLACK TRIAD além de comentar temas de THE SWEET, SPARTACVS e MOTÖRHEAD (você sabia que um brasileiro já tocou na banda?).

Agradecemos ao canal HARD N' HEAVY BRASIL e a Kianne Lamarca por suas contribuições em diversas edições ao nosso periódico.




Rock Dissidente no Programa Combate:

Apresentação e edição de vídeo: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Adilson Mesquita.
Produção técnica: Ivanei Salgado
Produção executiva e gravação: André "Detonator" Biscaro. 


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quarta-feira, fevereiro 07, 2018

ACID TREE: o filho pesado do progressivo setentista.


Resenha - Arkan - Acid Tree

Nota: 8,0.

O Heavy Metal é um estilo surgido do JUDAS PRIEST na segunda metade da década de 1970 que, em linhas gerais e falando em termos grosseiros, é uma simplificação de gêneros que o precedem cronologicamente como o Hard Rock, o Rock Psicodélico e o Hard Rock Progressivo. Trocou-se arranjos e melodias mais sofisticados por peso e velocidade; porém, muitos conjuntos de Metal buscaram experiências nessas bandas sessentistas e setentistas em suas viagens. Desde o PORCUPINE TREE no começo dos anos 1990 que o experimentalismo avant gard no Heavy Metal é gênero por si só. Com inspiração de nome e orientação musical no colega inglês, os paulistanos novatos do ACID TREE vem buscando também a junção de Rock Psicodélico e experimentalismo dentro do Heavy Metal. Conheça o primeiro fruto da árvore do ACID TREE, chamado "Arkan".



Como definir o ACID TREE? Acreditamos que a melhor explicação para a música do powe trio seja" Prog Metal que junta o peso do metal oitentista com viagens e andamentos setentistas e linhas arabescas em escalas menores". Ainda assim, o grupo NÃO soa tão parecido com o PORCUPINE TREE como o GHOST, por exemplo, lembra o BLUE ÖYSTER CULT. O ACID TREE é algo que guarda influências de OTEP a GENTLE GIANT, mas tem essência própria. Não soa datado, mas tem influência passada sem ser excessivamente moderno. É uma banda de Metal com linhas de tempo inusitadas, músicas de longa duração e estruturas complexas que não se esquecem que o Metal deve ter também pelo e velocidade.



Ao colocar o cd para rodar somos agraciados com "Arkan", a faixa título que já funciona como excelente cartão de visitas do som do grupo. A atmosfera setentista, arabesca, envolve o ouvinte que tem como identificação o Metal mais moderno. Os andamentos e viradas do baterista "Shortinhos" são o destaque; a mesmice não existe na seção rítmica do trio. Ivo, o baixista, não deixa por menos com linhas cheias de notinhas e nada de "bife mal passado" (expressão vegana equivalente para feijão com arroz; algo simples de fazer, que qualquer um conseguiria). Como boa parte da duração das músicas do ACID TREE são em dedilhados e escalas menores, sem esse trabalhado exacerbado na cozinha as músicas correriam certamente o risco de incorrer na chatice. "Arkan"pega pesado no final, com muitas notas altas de guitarra em afinação baixa  no solo. "Same Face", cujo destaque é um solo mais setentista ao final, dá continuidade ao EP. Os vocais de Ed são contínuos, concentrados e na mesma nota. A falta de variação contudo não torna a audição entendiante e ajuda o ouvinte a entrar na viagem do ACID TREE; ainda mais pois o vocal tem excelente pronuncia no idioma de Shakespeare (palavra de professor de inglês).



ACID TREE quando da gravação de Arkan em 2014.

Uma crítica que pode ser feito ao trio é que o fato de todas as músicas começarem lentas e em escalas menores é que elas podem soar muito parecidas a ouvidos não treinados. "Righteous Violence" segue esse tendencia, mas brinca um pouco com a estrutura da canção (como o solo ser após o primeiro refrão e a variação de ritmo ser após o terceiro). Inclusive, esse som tem o refrão mais legal do presente trabalho. "Milestones" é uma rápida introdução para "Adrift" cuja levada soa como o legítimo amalgama do BLACK SABBATH da época do "Sabotage", só que menos distorcido, com os primórdios do "Radiohead", só que mais pesado. Destaque para as bases lentas sendo embaladas pelo bumbo duplo do baterista Shortinhos. "Caged Sun", que encerra o EP, é um épico de onze minutos, que não obstante a duração é a canção mais pesada que agradará mais os headbangers tradicionais. Tema de vocal mais variado, ela mantém a viagem setentista, com tempos quebrados à la KING CRIMSON constrastando com o Heavy Metal. Ela parece que acabará aos seis minutos, depois fica lenta e então segue a quebradeira até o fim.



O EP foi gravado em 2014, solto informalmente em 2015 como Demo (sem label, em tiragem pequena e capa simples), lançado oficialmente em 2017 pela gravadora MS Metal Records. Digno de nota é o encarte de dez páginas que acompanha "Arkan". As ilustrações do suíço Niklas Sundin (também guitarrista do DARK TRANQUILITY) são sombrias e estonteantes, combinando completamente a estética com a música de "Arkan". Com nomes como ARCH ENEMY, IN FLAMES e outros no portfólio, a arte do EP já um espetáculo por si própria e valoriza demais o trabalho do ACID TREE. Quem se interessar em adquirir o trabalho deverá contatá-los pelos sites ao fim dessa resenha.




ACID TREE mais metalizado para o ano de 2017 e além.

Para 2018 o grupo promete soltar seu primeiro full lenght, ainda sem data ou título definido. A única coisa que eles garantem é que estará mais pesado, com influências Metal que o presente trabalho; ainda que mantendo a mesma essência etérea.

ACID TREE:Ed Marsen: Vocal, Guitarra
Ivo Fantini: Baixo
Giorgio "Shortinhos" Karatchuk: Bateria

"Arkan" - EP - CD - Nacional - Ms Metal Records - 36:30


01 . Arkan (06:14)
02 . Same Face (06:02)
03 . Righteous Violence (05:51)
04 . Milestones (01:53)
05 . Adrift (05:25)
06 . Caged Sun (10:59)

Sites relacionados (em inglês):

http://acidtree.co/
https://pt-br.facebook.com/acidtreeofficial/
http://www.instagram.com/acidtreeofficial
http://www.twitter.com/acidtreeofcl
http://www.youtube.com/acidtreeofficial

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Willba Dissidente agradece a Rafael Lourenço pela comparação com o PORCUPINE TREE.

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

MUITO ALÉM DO AEROSMITH: as misturas de Rap com Rock Pesado.

Teria sido o MANOWAR ou o SAVATAGE a primeira banda de Metal a tocar RAP? Ainda que todos lembremos das lendárias parceiras do AEROSMITH com o RUN D.M.C. ou do ANTHRAX com o PUBLIC ENEMY existe todo um mundo de bandas pesadas que gravaram um rap eventualmente. Não estamos falando do New Metal ou, por exemplo, do RAGE AGANIST THE MACHINE. Muitos grupos, alguns bem inusitados como KISS, fizeram essa experimentação musical que influenciou o gênero deles. Investigar desde o surgimento do RAP quais foram esses momentos foi o tema da trigésima quarta edição do CANAL ROCK DISSIDENTE dentro do PROGRAMA COMBATE.

Além das parcerias, bandas copiando o sucesso alheio em gravar raps, o periódico também mostrou dois conjuntos que, lamentavelmente,  usaram rock para protestar contra o RAP. Infelizmente, salvo raras e honrosas exceções, quando misturado ao som pesado o Rap perde seu lado crítico de esquerda. Que tal assistir no youtube?



Durante essa edição do PROGRAMA COMBATE também foram divulgadas músicas novas de bandas que enviaram material para o ROCK DISSIDENTE, como "Death is not the End" do PANNDORA e "Cliff Stoner" do ABATTER

Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. Toda segunda-feira um episódio novo é disponibilizado no youtube.




"Eu sempre amei e amo o Rap e, de tanto trocar ideia sobre o mundo, sobre as roubadas da vida, resolvi convidá-los. Na época, todo mundo achou um absurdo, mas a gente não estava nem aí (...) Eu acho que estilos chamados de ‘underground’ trazem a mesma linha de pensamento e passam pelos mesmos sufocos, então, ‘tamo junto’"
. Marielle Loyola, vocalista do VOLKANA, sobre a participação dos rappers THAÍDE e DJ HUM nas faixas "Scratch Noise" e "War? Where my enimies lie" do disco "First" (1990). Extraído do site CWB Live. Essa foi a primeira mistura de Rap com Metal no Brasil precedendo bandas que fariam disso um gênero como o PAVILHÃO 9.


Durante a exibição desse episódio tocamos e comentamos músicas de RUN D.M.C., METAL CHURCH com SIR MIX-A-LOT, JOAN JETT & THE BLACK HEARTS,  CROWN OF THORNS e X-RATED.


Rock Dissidente no Programa Combate:

Apresentação e edição de vídeo: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Adilson Mesquita.
Produção técnica: Ivanei Salgado
Produção executiva e gravação: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados:


Essa edição do Rock Dissidente foi a transposição ao rádio de um artigo datado de julho de 2017. Confira o original.

http://rockdissidente.blogspot.com.br/2017/06/manowar.html

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Gallaxy: uma banda de outro mundo no Hard 'n' Heavy oitentista.

Resenha - Time to Surrender - Gallaxy

Nota: 9,0.


O apelo melódico do Hard Rock, mas com a ousadia de de construções instrumentais mais ousadas e solos alongados típicos do Heavy Metal tradicional. Essa é a proposta da banda sorocabana GALLAXY. O quinteto formado em 2009 com o intuíto de fazer covers de grandes medalhões do gênero como KEEL, ROUGH CUTT, HELIX etc retornou em 2013 com nova formação e proposta de som autoral com culminou no EP "Time to Surrender", lançado em 2016.





Dizer que desde "Follow Your Dreams" do SLIPPERY, de Campinas / SP, que um EP de estréia de uma banda nacional não empolgava tanto é um modo bem acertado de descrever o que se ouve nos 30 minutos de músicas registrados em "Time to Surrender" do GALLAXY. O grupo de Sorocaba, interior de São Paulo, mostra muita influência de grupos nacionais como GOLPE DE ESTADO, A CHAVE DO SOL, AZUL LIMÃO, aliados a outros estadunidenses que fizeram a cabeça da geração anos oitenta como DOKKEN, GREAT WHITE, WHITESNAKE, Ainda que o apelo visual e sonoro do GALLAXY agrade em cheio os saudosistas dos anos 1980, o grupo conseguiu criar algo próprio, e mostra também resquícios setentistas de, por exemplo, BOSTON, nas introduções com contagens regressivas e climas que fazem sentir a atmosfera espacial.



A viagem já começa na faixa instrumental de abertura  "(All Throught) The Gallaxy" cujos bumbos duplos bem trabalhados e os duetos de guitarras dobradas com o baixo segurando sozinho a base, no mesmo estilo que o IRON MAIDEN "pegou" do THIN LIZZY, já mostram o que nos espera nesse universo."The Warm Thrill of Rock'n'Roll"mostra o simpático vocal de Fábio Gallaxy com seu agudo que vai até aguenta sem desafinar (bem no estilo ANDY DERIS) dando um charme à composição. Diferente de muitos medalhões do Hard Rock, aqui o refrão demora a aparecer e após esse o baixo proeminente de Fabrício com a guitarras em fúria de Allan e Eric dão o tom do tema convidando o ouvinte a cantar o "oooo" com o grupo durante o solo.




"Time to Surrender" é uma balada suis genere. Se o mundo da música fosse justo ela seria um hit imediato. O refrão marcante, gostoso de cantar junto, as guitarras dobradas na intro, o baixo trabalhando nas notinhas, tudo isso soma pontos na vitória do GALLAXY os jogando anos luz das outras bandas do estilo. Não podemos esquecer de dar os méritos Jr. Jacques, que junto com o conjunto fez um trabalho excelente tirando o som na medida certa para o Hard'n'Heavy; não tão limpo como no A.O.R. ou sujo como no Metal. A competência segue em "Searching for Love". Esse tema, que é um Hardão mais tradicional com um toque metal e backing vocals 'exagerados', possui os solos mais legais do EP.



"For all The Eternety" é outra vez o caso de uma balada que seria um hit radiofônico imediato caso o GALLAXY tivesse uma gravadora ou um selo os apoiando. É como o KICK AXE que vendeu "Hunger" para o KING KOBRA e a mais música fez tanto sucesso como cover que (quase) ninguém sabe que ela é uma composição dos canadenses. A introdução nesse tema original é épica, que além do refrão mais legal ainda possui a linha de baixo de maio destaque no cd. O GALLAXY co-produziu o disco, o que garantiu não interferência na duração da música, que acaba num dedilhado muito legal. "Prisioner of The Night", a faixa de encerramento é a mais Heavy Metal do trabalho. O destaque vai para o tempo acelerado no pré e no pós-refrão. O trampo acaba como começou, em sons de espaço, e esperamos que a jornada do GALLAXY, rumo ao reconhecimento que nenhuma outra banda brasileira jamais teve, esteja apenas começando.

"Time to Surrender" vem caixa acrilíca com mídia impressa e encarte de quatro páginascom ótimas fotos e todas a informações pertinentes ao álbum. A estrutura gráfica do cd é toda em tons de azul e roxo relembrando o espaço; o que serviu como uma luva. O único deslize é repetir, ainda que em disposição diferente, as fotos da contra-capa na bandeja (mas que banda ainda gasta imprimindo foto na bandeja atualmente mesmo?).

Quem quiser adquirir o trabalho deverá entrar em contato com o GALLAXY pelo facebook da banda, link no fim da resenha.




GALLAXY :

Fábio Gallaxy - Voz
Alan Aquino - Guitarra
Eric E. Motta - Guitarra
Fabrício R. Matos - Baixo

Músico convidado: Marcelo Cyclope Fernandes - Bateria



Após um recesso durante o ano de 2016 o GALLAXY retornou com Vinny Bassanino no comando da caixa, tons, pratos, pedal e surdo.

"Time to Surrender" - Independente - Nacional - 29:22.

01 . (All Throught) The Gallaxy (02:21)
02 . The Warm Thrill of Rock'n'Roll (05:24)
03 . Time to Surrender (04:41)
04 . Searching for Love (05:11)
05 . For All the Eternety (06:22)
06 . Prisioner of the Night (05:21)

Sites Relacionados (em português):

https://www.facebook.com/pg/Gallaxy-555301957822922
https://soundcloud.com/eric-gallaxy

VERSÃO DESSA RESENHA NO WHIPLASH.NET/
https://whiplash.net/materias/cds/277750-gallaxy.html
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terça-feira, janeiro 30, 2018

Bandas homônimas desconhecidas: Iron Maiden, Nirvana e outros.

Você sabia que existia um IRON MAIDEN na Inglaterra nos anos 1960? Ou que o SKID ROW era irlandês e tinha o GARY MOORE e o PHIL LYNOTT na formação? Pois então, muitos nomes famosos do Rock / Metal da década de 1980 possuíram bandas homônimas nos anos 1960 e 1970 que (quase) ninguém sabe que existiram! Quer mais alguns nomes? Que tal Death, Nirvana, Cinderella, Saga, Pandora, Leviathan, Savannah?

Confira a edição 33 do Rock Dissidente, gravada, exibida e disponibilizada em 28/01/2018.


No seu trigésimo terceiro episódio o Rock Dissidente também falou do Quadro PAPO PESADO exibido dentro do CANAL KENDISSE, de Divinópolis / MG.

Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. Toda segunda-feira um episódio novo é disponibilizado no youtube.




Durante a exibição desse episódio tocamos e comentamos músicas de NIRVANA, DEATH, IRON MAIDEN, LIONHEART e PANDORA. Todas as bandas originais e não aquelas que você conhece, hein?

Agradecemos ao canal HARD N' HEAVY BRASIL por nos lembrar do SAVANNAH californiano dos anos 1970, homônima ao grupo glam gaúcho dos anos 1990. 




Rock Dissidente no Programa Combate:

Apresentação e edição de vídeo: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Adilson Mesquita.
Produção técnica: Ivanei Salgado
Produção executiva e gravação: André "Detonator" Biscaro. 



Sites relacionados: