segunda-feira, abril 16, 2018

Versos e músicas malditas: o encontro da poesia com o metal.

O encontro da poesia de Blake, Baudelaire, Yaets e outros escritores com o Metal pesado em suas mais diversas vertentes foi tema da quadragésima primeira edição do Canal Rock Dissidente dentro do Programa Combate. Desde que o rock começou que alguns músicos também eram poetas como Dylan, Smith, Morrison e outros, acompanhe então  como o som mais pesado do século XX se rendeu a uma das artes mais antigas da humanidade.

Ouça o audio completo pelo Mixcloud e continue mexendo no WhatsApp, rs!



Esse episódio foi sugerido pelo poeta, vocalista e baterista paraguaio Orlando Urué da banda de Heavy Metal cósmico ARCANO. Você nos ouvindo também está convidado a sugerir um tema.

No decorrer dessa edição declamamos poesias de Lord Byron (She Walks in Beauty), H.P. Lovecraft (Nameless City) e Orlando Urué (Amor Sideral), além de rolarmos sons de CELTIC FROST, BOLT THROWER, ARIA, ARCANO e THIN LIZZY!

Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de 50 municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16:00 às 18:00.

Assista a gravação do vídeo pelo youtube!



Gravado e exibido ao vivo em 15/04/2018, sendo disponibilizado nessa mesma data no MixCloud  e no youtube.
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Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Adilson Mesquita.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados: 
http://rockdissidente.blogspot.com.br/
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sexta-feira, abril 13, 2018

LITA FORD: Motörhead de saias? Elas são o Girlschool antes de qualquer coisa!

Rocker com carreira desde os anos 1970 com as THE RUNNAWAYS, a vocalista e guitarrista LITA FORD, em conversa com Malcom Dome do site Classic Rock em 16/02/2018, escolheu seus temas favoritos do GIRLSCHOOL. Primeira banda de metal formada só por mulheres, o GIRLSCHOOL está ativo desde 1978, quando quatro moças inglesas mudaram o nome do PAINTED LADY e desde então se tornaram lendas do Heavy Metal tradicional já em seu primeiro disco "Demolition", de 1980. Acompanhe uma lenda tratando de outra lenda em tradução de Willba Dissidente para o Rock Dissidente.



Lita Ford está enlouquecida.: "você acredita que eu nunca fiz um show com o Girlschool? Isso é completamente doido"!  ex-estrela do THE  RUNNAWAYS não tem dúvidas de porquê o GIRLSCHOOL um impacto tão grande ao longo de quatro décadas. “Eles têm muita credibilidade nas ruas. Essa banda é pra valer. Não há nada falso sobre elas. Muitas bandas femininas se preocupam com sua imagem, bonitas e com muito batom. O GIRLSCHOOL não se importa com isso. Eles simplesmente saem e sacodem as bundas"! Agora tudo o que precisamos é ver Ford e Girlschool na mesma conta ao vivo pela primeira vez. “Meu deus, eu adoraria isso. Alguém faça acontecer!".




10. C'mon, Let's Go (Hit and Run, 1981).



"Eu sei que elas têm muitas músicas ótimas, mas essa é a minha favorita. Te agarra pela garganta e te sacode  Há muito aço nessa música. E tem uma atitude durona. Quantos homens poderiam roquear com essa força? Sempre que ouço isso, me lembra que o elas são uma banda infernal. Poucas outras você espera que arrasem tano".

09 . Fox On The Run (Take a Bite, 1988).



"Cara, elas pegam a música do THE SWEET e realmente a possuem. Eu amo o vídeo também, porque as garotas parecem tão naturais nisso. Isso faz parte do apelo delas. Eles sempre aparecem como elas mesmas em todas as músicas, seja uma própria ou um cover".

08 . 20th Century Boy (Play Dirty, 1983).



"Outro cover legal, dessa vez do clássico do T.REX. Eu amo o jeito que que a música e as minas dão sua própria roupagem. Wow, apenas tremendo. Este é uma performance divertida. Você quase esquece o original sem muito esforço".

07 . Hit and Run (Hit and Run, 1981).



"Quando eu me tornei artista solo também tive uma música chamada "Hit And Run". Isso foi no meu álbum "Dancin' On The Edge". Mas o GIRLSCHOOL fez a sua antes, apesar de eu não ter ouvido na época. A maneira que eles detonam aqui é tão sujo, e Kelly Johnson ... que grande guitarrista! Ela pode ser páreo com qualquer homem que você mencionar".

06 . Running Wild (Running Wild, 1985).



"Uau, isso tem muita energia e atitude. Você pode sentir o cheiro e sentir a mentalidade foda que corre por esse tema. Isso tem muito poder, assim como melodia, e é por isso que isso causa tanto impacto. Eu nunca me canso disso. Toque alto!"

05 . Watch your Step (Hit and Run, 1981).




"Agora, aqui está uma música com bolas. Fala na sua cara que é melhor não mexer comigo ou ficar no meu caminho, senão vou detonar com você. E você sabe que elas querem dizer isso. Estas não são apenas palavras cantadas apenas para efeito, elas representam a banda e quem elas são. Nada de falso nesses sentimentos. Eles são entregues diretamente do punho para a virilha!

04 . Future Flash (Hit and Run, 1981).



"Quando você ouve isso, você entende porque Kelly deve ser considerada uma excelente guitarrista. Ela fica na sua cara com seu talento. Eu só gostaria de ter tido a oportunidade de tocar com ela mesmo que uma vez. Infelizmente, é tarde demais agora. Que perda ela foi como músicista e como pessoa".

03 . Demolition Boys (Demolition Boys, 1980).



"Este é 'só' um hino assassino. E quando você ouve o que elas fizeram nessa música, você pode definitivamente detectar a influência do MOTÖRHEAD. Está em toda a faixa e, de fato, está em toda canção que o GIRLSCHOOL já fez. Eles obviamente se inspiraram muito no Lemmy, mas não ficaram apenas copiando o que ele e sua banda fizeram, elas adaptaram para si mesmos.  MOTÖRHEAD feminina? Elas são puramente o GIRLSCHOOL antes de qualquer outra coisa".

02 . Yeah Right! (Hit and Run, 1981).



"Agora, aqui está um exemplo do que a banda representa. Você simplesmente não quer foder com elas, porque elas estão seguindo o seu próprio caminho. Nunca tente dizer a elas o que fazer, senão você será mais do que ignorado. ‘Fuck you, asshole’ é o que eles estão dizendo e isso reflete minha própria atitude. Essas garotas não estão preparadas apenas para parecerem bonitas para os garotos. Eles farão tudo do seu jeito. Você vai simplesmente amar isso!

01 . Race With The Devil (Demolition, 1980).




“Quando ouvi pela primeira vez, não fazia ideia de que era um cover (a música original é do THE GUN e o JUDAS PRIEST também já tocou). Mas isso não importa. GIRLSCHOOL engancha você logo que aquele grande riff da o chute de abertura. Eu tenho uma música chamada "Devil In My Head" (no álbum "Living Like A Runaway"), que tem a mesma vibe dessa música. Kelly chuta bunda aqui e leva tudo para um nível tão alto. As pessoas nunca falam sobre o quão bom oGIRLSCHOOL é enquanto músicistas mas nessa música você sabe que eles são formidáveis".

Sites relacionados:

terça-feira, abril 10, 2018

Cracked Skull: "a história da humanidade é mais brutal que qualquer conto satânico".

Resenha - Social Disruption - CRACKED SKULL.
Nota: 8,0.

Um grupo jovem formado por ex-membros do CALVARY DEATH  e do DEADLINESS, o CRACKED SKULL é uma banda que começou e em pouco tempo, sem demo ou ep, já lançou debut "Social Disruption". A nova empreitada de velhos guerreiros do metal em Itaúna em Minas Gerais, esse power trio faz um death metal inovador que não foge da tradição e traz letras de críticas sociais tão contundentes que fazem "Que país é esse" soar tão inocente quanto "Ilariê". Que tal rachar seu crânio no jazz metal bruto de contestação social?



Um velho fantasma assombra a comunidade do heavy metal. O socialismo? Não! E assim aquela caótica pergunta se ainda seria possível criar algo de novo no som pesado sem soar apelativo, comercial e tão descartável quanto o "hit do verão". Juntando influências no Thrash do NUCLEAR ASSAULT, no peso bruto de KRISIUM e na inventividade do DEATH (o dos anos oitenta, nesse caso), o CRACKED SKULL faz Death Metal com mudanças de tempo e andamento junto à convenções inusitadas na seção rítmica. Inusitadas para o Metal, mas que seriam comuns à big bands de jazz. Em termos práticos é seguro de dizer que esses três rapazes de Itaúna por vezes soam como se estivessem sendo declaradas poesias sobre as injustiças sociais em bases pesadas com vocal gutural e, essas partes, não repetindo muito.



São muitas possibilidades que o som assim permite e o CRACKED SKULL está disposto à explorá-las. Logo após a intro "Forge the Fury", canção "Dark 1964" já abre estapeando os ouvidos do bangers que estavam se interessando pelo desenvolvimento da introdução. Aqui já vemos nas letras que abordam o Golpe de Estado sofrido pelo Brasil em 1964 como obra do imperialismo yankee uma marca distintiva do trio. "Rise Up Revolution", um dos destaques do disco só reforça o quanto é o conjunto e também que além dos crânios, os tempos estão todos quebrados.


O CRACKED SKULL é para ouvintes que querem ter de ouvir muito o disco para assimilar as músicas. Quem quer ouvir uma vez e já sair cantarolando sairá mal com o grupo. Mesmo "A Flame in The Dark Ages", que tem o refrão mais massa da bolachinha, mas tem o tempo mais "convencional", não escapa à regra. Tema com a maior duração do disco "Misery of Mind", não tem pobreza de espírito criativo, começando numa balada que vai mudando constantemente de tempo. Uma outra característica da banda é que os solos de guitarra, normalmente, são curtos, mas a guitarra sola o tempo todo em leads curtos nos espacinhos, enchendo fissuras, durante as convenções de baixo e bateria. Numa passeata de bons riffs, a pesada "Fascism" inicia bem metal e parte para o peso do groove. Uma dúvida que surge durante a audição do disco é porque tanto ódio às serpentes? Elas são associadas ao capitalismo, ao povo sendo ludibriado pela burguesia, ao fascismo emergindo em períodos revolucionários durante as letras da banda. E vale lembrar que no belíssimo encarte de doze páginas é todo desenhado à mão, não por computador e cada pagina a arte criada reflete a letra da música como o "Victim of Yourself" do NERVOSA. E na página dedicada a "Fascim", quem está ilustrada? A serpente!


Dando prosseguimento, "Selfish Gene" é a música mais caótica no pandemonim de riffs, viradas e fraseados que é o CRACKED SKULL. "Time of Ignorance" já é mais repetitiva na letra e o instrumental também é menos fracionado soando mais como um prog-metal mais vitaminado e bombado do que como um Death Metal, mas sem chegar a destoar do contexto. O encerramento é com "Terrorism", que crítica a paranoia que governos, como os do EUA, usam para justificar a guerra imperialista por lucro. É uma outra visão sobre o tema que aparece tanto nos jornais e revistas burgueses só que com sinais invertidos.



Encerrando o disco é digna de nota a foto do trio com diversos crânios estranhos. Além de um estranhamente rachado, há supostamente o ET de Varginha e também o mostro tricórnio do episódio 34 do SPECTREMAN.

Finalizando, nas palavras do baixista e vocalista Clênio "teria sido muito mais fácil fazer, mais simples e também falar de coisas que não existem e contos do capeta, mas história da humanidade, que não é outra senão a história da luta de classes é mais brutal e sangrenta e assustadora" que qualquer conto satânico". É seguro dizer, tanto como a quase toda riqueza se faz por herança, que o CRACKED SKULL rachará os crânios dos headbangers pelo som bruto e destrutivo como também por apresentas nova ideias violentas contra a opressão e dominação que existe desde que a bonança gerada pela produção foi apartada daqueles que à produzem. 




Quem quiser adquirir "Social Disruption", debut do CRACKED SKULL deverá contatar o conjunto nos sites oficial e pelo facebook (link no final).

CRACKED SKULL:

Clênio de Souza Faria (ex - DEADLINESS) - Vocal e baixo.
Tarciso Guimarães (ex- CALVARY DEATH) - guitarra.
Marco Túlio (ex- CALVARY DEATH, ex- TUMÚLO DE FERRO, ex- HEADHUNTER D.C.) - bateria

Discografia:
Social Disruption (Full Length, 2017, cd).

Social Disruption - 41'18'' - 2017 - Nacional - Independente. 

01 . Intro - Forge the Fury (01:01)
02 . Dark 1964 (04:23)
03 . Rise Up Revolution (05:38)
04 . A Flame in the Dark Ages (04:44)
05 . Misery of Mind (07:02)
06 . Fascism (05:22)
07 .  Selfish Gene (06:50)
08 . Time of Ignorance (02:54)
09 . Terrorism (03:22)

Sites relacionados (em português):
http://crackedskull.com.br/
https://soundcloud.com/cracked-skull-metal/
https://www.youtube.com/channel/UCGcXGTpKLq15AAu8ffH1bqw/

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segunda-feira, abril 09, 2018

Southern Rock: de Allman Brothers a Pantera.

O típico Rock sulista surgido no Estados Unidos como uma resposta caipira à "Invasão Britânica" foi tema da quadragésima edição do ROCK DISSIDENTE dentro do PROGRAMA COMBATE. De CREDEENCE e ALLMAN BROTHERS a PANTERA passando por BLACK OAK ARKANSAS (na foto), e muito outros, o Rock Dissidente passeou pelo Southern Rock estadunidense. Que tal acompanhar a viagem?

Ouça o Rock Dissidente pelo MixCloud enquanto você fica no facebook.



Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. 

Assista o Rock Dissidente no youtube!




O tema do Southern Rock foi sugerido por William Rocha, ex-roadie do TUATHA DE DANNAN, de Varginha, Minas Gerais. Você também pode sugerir um assunto para o programa acessando Rock Dissidente pelo facebook, youtube e mixcloud.

Gravado e exibido ao vivo em 08/04/2018, sendo disponibilizado nessa mesma data no MixCloud  e um dia depois no youtube.

Durante a sua 40° edição dentro do Programa Combate, o Rock Dissidente executou músicas de ZZ TOP, BLACK CROWES, BLACKFOOT, TEXAS HIPPIE COALITION e MOLLY HATCHED
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Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Francisco.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

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http://rockdissidente.blogspot.com.br/
http://www.mixcloud/RockDissidente/ 
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domingo, março 25, 2018

Veganismo e Vegetarianismo no Rock Pesado!

Como começaram os movimentos veggie e vegan? Como diferenciar um do outro? Quais os tipos de vegetarianos? O que tudo isso tem a ver com Heavy Metal? Essas e outras perguntas foram respondidas na trigésima nova edição do Canal Rock Dissidente dentro do Programa Combate.

 Ouça o programa inteiro pelo MixCloud sem precisar sair do WhatsApp, Facebook etc, rsrs!




Essa é a primeira parte do tema sugerido por Kianne Lamarca, nossa adorada Kikah, de Natal, Rio Grande do Norte. Sugira um assunto para o Rock Dissidente você também! Procure Rock Dissidente nas redes sociais, nos curta e siga!

Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. 



Gravado e exibido ao vivo em 25/03/2018, sendo disponibilizado nessa mesma data no MixCloud  e um dia depois no youtube.


Durante a sua 39° edição dentro do Programa Combate, o Rock Dissidente executou músicas de KREATOR, CARCASS, SKULL FIST, SLIPPERY e VIPER.

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Rock Dissidente
 no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Francisco.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

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terça-feira, março 13, 2018

HELLWAY PATROL: o Metal é trilha sonora da hecatombe nuclear.


Resenha - Hellway Patrol - Hellway Patrol.
Nota: 10,00.

Após a bomba atômica explodir e o cogumelo nuclear transformar a Terra em imensos desertos venenosos, só algo será mais mortal que a radiação: o  Thrash Metal! Com inspiração visual e lírica em filmes como MAD MAX e animês como HOKUTO NO KEN, a banda paranaense HELLWAY PATROL vêm de Londrina digladiando Heavy e Thrash Metal sobre o cataclisma bélico da humanidade desde 2016. Em outubro do ano passado o power trio soltou seu primeiro registro, um cd demo auto-intitulado com quatro temas pesados; ora mais rápidos, ora mais sombrios, mas sempre apocalípticos.





A gangue que dominará a busca por gasolina, água e comida no que restar da catástrofe nuclear será capitaneada por Ricardo Pigatto. Músico experiente que é mais lembrado, até então, por ter sido vocalista do DOMINUS PRAELLI nos dois registros mais true do Heavy Tradicional paranaense, além de cantado no country / hillbily FABULOUS BANDITS quando o vocalista original saiu, aqui ele também assume o baixo e composições. Completam o bando dois meliantes do AMINOACIDO: João Bolognini (bateria) e Thiago Franzim (guitarra, também no RED MESS). Não obstante a curta duração, o HELLWAY PATROL dá seu recado em temas tiveram as bases gravadas ao vivo no estúdio (com vozes e solos adicionados posteriormente) com produção, mixagem e masterização de Gustavo Di Iorio.




Logo que se coloca o cdzinho para rolar pode-se pensar que trata-se de um simples Heavy tradicional com vocal mais ríspido, já que a faixa "Die", que também  abre os shows, só embala velocidade no seu minuto final. Ludibriados qual 'que os sobreviventes do apocalipse são mais mortais que a própria explosão nucleal' "You're Dead" é um número rápido de Thrash sem concessão. Se na longa faixa de abertura ainda não se tem a certeza aqui se confirma que o disco foi gravado com uma guitarra e o baixo segura sozinho a base durante os solos do virtuoso Franzim (que também faz frases interessantes ao fim dos riffs), assim como o álbum "Rock 'n' Roll Sacrifice" dos mexicanos SURVIVAL. Tal opção deixa o som com aquele gosto e energia únicas de um som ao vivo, mas com qualidade de gravação em estúdio. Ainda sobre "You're Dead", antes que você demore mais para ler sobre a música do que para ouvi-la, salienta-se a virada sacana de bateria antes do refrão.




"Omen" tem participação do maestro Kiko Shred (ex- SLIPPERY, artista solo e atualmente nas bandas de apoio das feras  Mike Vescera e Tim "Ripper Owens) em um solo guitarrístico mais mortal que a radioatividade e também possui o refrão mais legal do trampo. Ainda que tenhamos citado ou dado a entender referências ao filme "Road Warrior", de 1981, e muitos outros italianos que copiaram o australiano, o HELLWAY PATROL não se inspirou, especificamente, é mister frisar, em nenhum desses para compor suas músicas. A única exceção é o som de encerramento "Raise Your Glass", cuja letra foi composta criticando o desastre da mineradora privatizada Samarco no Rio Doce em Mariana, Minas Gerais. Quando a realidade se fez mais aterradora que a ficção, forjou-se uma letra crítica à ganancia das empresas que exploraram a mineração sem responsabilidade alguma com a preservação da vida e do governo omisso, e comprado, que permitiu tal desmando em um instrumental que começa bem rápido, cadencia no solo e acelera no refrão.

Sob amanheceres sol vermelho da destruição radioativa contemplamos um som pesado, por momentos mais cadenciado, por momentos mais rápido mas sem nunca deixar a energia (atômica) oitentista; porém com características próprias. Nuances essas que deverão fazer muito sucesso e mosh-pits nas apresentações ao vivo. Que o pandemônio criado nas rodas e stages divings ajude a refletir sobre o armagedão, e as falhas humanas que caminham a esse, é o intuito ousado do HELLWAY PATROL.




O conjunto informa que lançará ainda em 2018 o disco "Desert Ghost" em formato EP de sete polegadas com participações especiais de membros das bandas WOSLOM e TORTURE SQUAD. Quem quiser já se adiantar ainda pode conseguir o cd auto-intulado pelo facebook do grupo (ver links relacionados). Mas corra, pois esses discos tendem a ser tornar mais raros que gasolina no deserto nuclear.

Indicado para fãs de: Battalion, Overkill, Destruction, Motörhead.

HELLWAY PATROL:

Ricardo Pigatto - Vocal e baixo.
Thiago Franzim - Guitarra.
João Bologni -  Bateria.

Participação (mais que) especial na guitarra solo de "Omen" - Kiko Shred.




Discografia:
Hellway Patrol (Cd, Demo).

Hellway Patrol - Independente - 2017 - 13:30.

Tracklist:

01 . Die (04:22)
02 . You´re Dead (02:32)
03 . Omen (03:15)
04 . Raise Your Glass (03:17)


Links Relacionados

http://facebook.com/hellwaypatrol
http://hellwaypatrol.bandcamp.com/
http://soundcloud.com/hellway-patrol
http://youtube.com/channel/UCJkVun7mL_E8FWuil-PQ4Jg
http://metalmedia.com.br/hellwaypatrol

domingo, março 11, 2018

Mulheres no Metal: como o movimento começou no Brasil.

As inserção das mulheres no Metal brasileiro. Desde os tempos do PLACENTA, a primeira banda só de mulheres formada nesse país até os grupos mais atuais, como o ESKRÖTA, o Rock Dissidente dentro do Programa Combate traçou uma breve história de como as mulheres tem feito acontecer o Metal Nacional. A meta foi traçar um apanhado histórico - jornalistico da inserção das mulheres no nosso underground, mas sem adentrar em questões que como homem o autor do canal não teria competência para tratar (tais como é ser mulher na cena, machismo etc).

Você sabia que a primeira banda de mulheres não foi o VOLKANA, nem o VALHALA e nem era de Brasília?

Ouça o ROCK DISSIDENTE inteiro (ncluindo as músicas) pelo MixCloud, sem precisar sair do WhatsApp, Facebook ou do site e aplicativo que você quiser.


Programa Combate no ar desde 2001 pela rádio Melodia FM, 102,3 transmitindo desde Varginha para mais de cinquenta municípios. O Programa Combate passa todo domingo, das 16 às 18 horas. * Tema do Rock Dissidente: 

Gravado e exibido ao vivo em 11/03/2018, sendo disponibilizado nessa mesma data no MixCloud no youtube.


Durante a sua 38° edição dentro do Programa Combate, o Rock Dissidente executou músicas de P.U.S., NERVOSA. FLAMMEA, NUCLËAR FRÖST e JACKNIFE  (ouça no MixCloud para saber quais).

Tema de Mulheres no Metal sugerido pela amiga Débora Damiani, a Debbie, de Varginha! Muito obrigado! Esperamos sugestões de temas de todos nossos ouvintes.

Assista ao vídeo pelo youtube (sem as músicas e precisando visualizar o app)!



Rock Dissidente no Programa Combate

Apresentação, edição de vídeo e filmagem: Willba Dissidente. 
Técnico de Som: Francisco.
Produção técnica: Ivanei Salgado.
Produção executiva: André "Detonator" Biscaro. 

Sites relacionados: 
http://rockdissidente.blogspot.com.br/
http://www.mixcloud/RockDissidente/ 
https://www.facebook.com/RockDissidemte/ 

http://www.radiosaovivo.net/melodia-varginha/ 
https://www.facebook.com/combatefm/